![]() |
![]() |
||||
|
VocAbulário
|
|
||||
|
|
|
|
|||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
Contrariamente à dedução, a indução é a operação que consiste em fazer passar do particular para o geral. Partindo dos factos, da observação e da experiência, a indução permite concluir uma lei geral, aplicável a todos os casos da mesma espécie. Na indução, o pensamento parte dos factos concretos para as causas que os explicam. As
suas conclusões são, pois, assertórias ou contingentes (isto é, que podiam ser de outro modo, não necessárias), uma vez que se fundam na investigação experimental. É o caso do seguinte exemplo:
«A água dos rios Tejo, Douro, Mondego e Guadiana é doce.
Ora, o Tejo, o Douro, o Mondego e o Guadiana são rios.
Logo, a água dos rios é doce.»
Podemos distinguir dois tipos de indução: indução completa ou totalizante, também designada por aristotélica ou formal e a indução incompleta, também conhecida por amplificante ou baconiana. A primeira verifica-se sempre que se
infere um universal depois de se terem enumerado todos os casos singulares
compreendidos nesse universal. Exemplo:
Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano, Neptuno e Plutão descrevem rotas elípticas.
Ora, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano, Neptuno e Plutão são todos os planetas do sistema solar.
Logo, todos os planetas do sistema solar descrevem rotas elípticas.
Enunciámos todos os casos particulares de planetas existentes no universal «sistema solar». Verificada, para cada um, a condição enunciada, podemos aplicar a conclusão a todo o grupo («todos os planetas do sistema solar»).
Este tipo de indução é uma indução rigorosa, já que a conclusão não implica nada que não esteja já contido nas premissas.
O segundo tipo de indução, contudo, é mais arriscado. Ela Verifica-se sempre que se infere um universal depois de se
ter enumerado, de modo subjectivo e não exaustivo, um certo número de partes de um universal. Ou, por outras palavras, trata-se de «atribuir a uma classe de seres, ou categoria de factos, a propriedade que foi
verificada em um ou em alguns deles». Exemplo:
O cobre, o zinco e o ferro são bons condutores de calor.
Ora, o cobre, o zinco e o ferro são metais.
Logo, os metais são bons condutores de calor.
A diferença em relação à indução completa é bem clara: enquanto naquela enunciámos todos os casos do universal considerado («planetas do sistema solar»), aqui limitámo-nos a enunciar três casos do grupo «metais», e não todos os casos particulares contidos nesse conjunto. Por isso, a conclusão, no caso da indução incompleta, não é mais que uma conclusão geral e não universal, ao contrário da indução completa. Como tal, convém à maior parte dos casos mas não, necessariamente, a todos – verifica-se frequentemente, mas não sempre.
A indução incompleta não implica pois uma necessidade, nisto se distinguindo também da dedução. Ela apenas nos indica uma probabilidade, que, como tal, até pode ser errada.
|
|
||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|||||
|
|
|
||||
|
|
|||||
|
© Rui GrÁcio 2011
|
|
||||
|
|
|
|
|
|
|