Ensinar a argumentar ou convidar ao confronto com a incerteza

seguido por SEIS QUESTÕES SOBRE O ENSINO DA ARGUMENTAÇÃO | Rui Alexandre Grácio | 2021
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1. ENSINAR A ARGUMENTAR OU CONVIDAR AO CONFRONTO COM A INCERTEZA | Conferência - parte 1 (1’00’22)

Tópicos:

Introdução: o mote da conferência a partir de uma passagem do texto de Stephen Llano «Argumentation and the pedagogy of uncertainty» (até 4’02)
1. Hipóteses e desafios colocados (4’02 a 5’27)
2. Índice ou roteiro da tematização (5’28 a 6’26)

Ponto 1: Entre o arbitrário e o necessário.
3. Da oposição à tensionalidade entre o arbitrário e o necessário: um espaço intermédio.
4. O excerto do texto Banquete de Platão como modo de explicitar heuristicamente a condição intermédia dos argumentadores.
5. Duas citações que apontam também para a ideia de que os argumentares lidam o incerto.
6. Caracterização do campo da argumentação como campo da tensionalidade do intermédio.
7. A ideia de fundamentos insuficientes.
8. A noção de «aposta».
9. A imagem argumentativa de pensamento e a importância das noções vagas e confusas.
10. Os procedimentos de ligação e dissociação (Perelman) como anteriores à formulação esquemática de raciocínios.
11. A ideia de Rorty da unidade da persuasão ser um vocabulário e o seu método a redescrição.
12. A insuficiência da uma abordagem proposicionalista da retórica argumentativa.
13. A noção de assunto em questão como unidade das argumentações.
14. A influência do ser das pessoas nas argumentações.
15. A importância do «com quem» argumentamos.
16. A pessoa dos argumentadores como variável relevante nas situações de argumentação.
17. Da certeza à confiança.
18. Dois níveis de tematização dos assuntos em questão: perspectivação dos assuntos e fundamentação das respostas. Os raciocínios como ponta do icebergue.
19. O excesso de complexidade, limites humanos, a premência da ação e a necessidade de reduzir a incerteza: a confiança como modo de reduzir a complexidade. O espaço da retórica e dos vocabulários (Rorty).
20. A noção de pre-conceito como fenómeno de ordem pré-analítica. Nunca somos tábua rasa em termos de preconceitos, mas podemos alterar os nosso preconceitos.
21. Limites da finitude, luta contra o arbitrário e contra o excessivamente complexo: o campo da argumentação.
22. O provável e o preferível e a dimensão prática da vida: lidar com o vago e o impreciso não é algo de negativo, mas antes incontornável.
23. A importância de criarmos uma alternativa à tradição analítica se quisermos dar espaço à retórica argumentativa, cujos efeitos se dão à revelia do rigor analítico. (6’26 a 43’53)

Ponto 2: A convivencialidade expressiva e os seus limites.
24. O que é a convivencialidade expressiva? O domínio do conversacional e das trocas quotidianas.
25. Virtudes: possibilidade de expressão, de comunicar e de cooperar. Trocar ideias, mapear assuntos , conhecer argumentários. Âmbito do opinativo.
26. Limites: não implica entrar numa situação de argumentação. Princípios da polidez conversacional. Evitar danos relacionais e sacudir a pressão. Diferença entre o opinativo (sem implicações imediatas) e o deliberativo (consequências práticas).
27. Os princípios ideias inerentes à convivencialidade expressividade; a regra da liberdade, os argumentadores como amantes, a situação ideal (simétrica) de comunicação. Todas sacodem a pressão e isso é problemático do ponto de vista da adequação descritiva. Exprimir é diferente de confrontar.
28. A discrepância entre a teoria e prática, juízo e ação: o hiato da contingência. Duas passagens ilustrativas.
29. As noções de risco e de aposta (informação incompleta e liberdade dos outros).
30. O refratário ao claro e distinto. O papel do contingente e da incerteza.
31. A ideia de jogo.
(43’53 a 1’00’26)